Trump amplia importação de carne e enfrenta reação de pecuaristas dos EUA
Medida para baixar preço do hambúrguer nos EUA gerou pacote de apoio ao produtor americano dias depois.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a importação de carne bovina com imposto menor. A Casa Branca informou que o objetivo é aumentar a oferta e conter os preços da carne para o consumidor americano, que teriam subido de forma excessiva nos últimos meses.
A cota extra vale apenas para carnes consideradas magras, usadas na produção de carne moída e na preparação de hambúrgueres. A ampliação tem prazo de 90 dias a partir da assinatura.
Segundo o BeefPoint, o plano prevê a entrada de 300 mil toneladas de carne no mercado americano. A medida provocou reação imediata do setor produtivo dos Estados Unidos. Quatro das principais organizações ligadas à pecuária do país se uniram para pedir que Trump reverta o plano imediatamente.
Cinco dias depois, na segunda-feira (31), o governo americano anunciou um novo pacote voltado justamente para os pecuaristas locais. A iniciativa, batizada de Ranchers First Initiative, foi apresentada pela secretaria de Agricultura dos Estados Unidos como resposta às críticas do setor.
O pacote inclui linhas de crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença de carne produzida nos Estados Unidos nas compras do próprio governo americano.
A justificativa oficial para o novo movimento é a situação do rebanho bovino do país, hoje no menor nível em 75 anos. O governo tenta equilibrar duas frentes ao mesmo tempo: baratear a carne para quem compra no mercado e sustentar a renda de quem produz dentro dos Estados Unidos.
